sábado, 22 de setembro de 2012

Presidente eleito do México quer modelo da Petrobras aplicado na Pemex 22/09/2012

Do Opera Mundi





Peña Nieto se encontrou com Dilma e manifestou interesse em políticas de distribuição de renda  
O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, afirmou nesta quinta-feira (20/09), em Brasília, durante encontro com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, sua intenção de promover uma reforma na estatal petrolífera Pemex, que enfrenta resistência política no país. A ideia, já enfatizada durante sua campanha, é de transformar a estrutura de gestão da empresa mexicana em semelhante à sua correspondente brasileira, a Petrobras.
No encontro com Dilma, ficou acertado que executivos da petrolífera mexicana se reunirão  com representantes da Petrobras, inclusive a presidente, Maria das Graças Foster, para conhecer mais detalhes do funcionamento da empresa. A Petrobras sempre foi muito elogiada pelo novo presidente mexicano e classificada por ele como "maior" e "mais competitiva", a partir das mudanças feitas em seu formato administrativo.
No México, grupos nacionalistas criticam a intenção do novo presidente de acabar com o monopólio estatal da petrolífera. À época de sua campanha eleitoral, Peña Nieto chegou a citar a possibilidade de lançar as ações da empresa, semelhante ao que ocorreu na Petrobras, mas com o controle do governo assegurado em questões consideradas estratégicas e sensíveis à economia do país.
"Pedi a colaboração para conhecer essas experiências exitosas que poderão servir para a modernização da empresa petroleira de nosso país. Pedi que conheçamos o que foi a reforma que transformou a Petrobras em uma grande empresa petroleira, justamente ao permitir a participação do setor privado e maior autonomia", disse Peña Nieto em entrevista após reunir-se com a presidente Dilma.
"Uma relação mais estreita" e "uma maior cooperação" entre as duas economias mais importantes da América Latina "seria importante" para ambos países, mas também "para toda a região", pois serviria como locomotiva para o comércio e a promoção de investimentos, afirmou.



Além da petrolífera, Peña Nieto afirmou que  pretende se inspirar no modelo brasileiro de políticas públicas na área educacional e no combate à pobreza extrema. Segundo dados oficiais, no México existem cerca de 50 milhões de pessoas que vivem na pobreza, número equivalente a cerca de 46% da população.
Na educação, Peña Nieto manifestou seu interesse no programa "Ciência sem Fronteiras", por meio do qual o governo brasileiro outorgará bolsas de estudos a cerca de 100 mil jovens nas cem melhores universidades do mundo.
O futuro chefe de Estado mexicano também reafirmou o interesse em elevar as relações comerciais com o Brasil em setores em que ambas as economias possam se encontrar, visando inclusive o maior desenvolvimento regional. O entendimento de ambos os lados é que as transações comerciais entre os dois países estão aquém da dimensão das duas economias.
Agência Efe

Peña Nieto desce rampa interna do Palácio do Planalto, em Brasília, para falar com jornalistas

Durante o encontro, a presidente Dilma confirmou que comparecerá à posse presidencial do advogado, que ocorrerá no dia 1º de dezembro, na Cidade do México.

A possibilidade de rever a necessidade de vistos para turistas brasileiros que desejam ir ao México também deverá ser considerada pelo novo governo mexicano.

Questões comerciais específicas, como uma atuação conjunta entre Petrobras e Pemex no mercado internacional, deverão ser debatidas em encontros futuros.

A própria polêmica envolvendo o acordo automotivo entre Brasil e México não foi tema de discussão, afirmou Peña Nieto. A melhor saída para a questão, segundo disse, seria uma ampliação do comércio entre os dois países, com a garantia de aumento da presença do Brasil nas importações mexicanas.

Após o encontro com Dilma, o presidente eleito fez breves declarações a jornalistas e em seguida embarcou para o Chile, terceira escala de uma viagem que inclui visitas à Argentina e ao Peru e que já o levou à Guatemala e Colômbia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário