sábado, 28 de dezembro de 2013

Abertas 16,5 mil lojas em shoppings. Vendas cresceram, mas Estadão teve seu pior natal. 27/12/2014

O jornal "Estadão" chega a ser cômico. Estampou a manchete "Vendas de Natal foram as mais fracas dos últimos anos". Lá no meio do texto, a coisa é bem diferente. Lê-se:

Pesquisa da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop) indica que o faturamento do Natal deste ano empatou com o de 2012, considerando as mesmas lojas. Na prática, houve um acréscimo de receita de 5%, descontada a inflação, por causa da abertura de 16,5 mil novas lojas.
Ou seja:

As vendas tiveram um crescimento real de 5% (acima da inflação).

Nada menos do que 16,5 mil novas lojas foram abertas.

Os antigos lojistas, mesmo com acirramento da concorrência, ainda assim venderam o mesmo tanto que no natal do ano passado.

O que houve aí foi um crescimento econômico do setor acompanhado da democratização dos meios de produção no comércio, com mais pequenas empresas participando do bolo. Crescimento com melhor distribuição de renda.

Mais empresas abrindo as portas, mais empregos, mais renda e melhor distribuída, mais opção para quem compra também, com mais variedade de produtos e lugares para comprar, e mais concorrência que costuma resultar em melhores preços. Os antigos lojistas estão sobrevivendo bem, conseguindo manter o nível das vendas, mesmo tendo maior competição.

Em qualquer lugar do mundo isso é tratado como um sucesso estrondoso neste setor da economia brasileira. Menos no "nosso querido" PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Mas numa coisa o Estadão tem razão. O jornalão em si teve o pior natal de sua história. Em grave crise financeira, colocado à venda nem acha comprador.

Tive a curiosidade de consultar o midia kit (prospecto usado para vender anúncios aos anunciantes), para ver a quantas anda a circulação do jornalão. Parece que desde outubro de 2012 eles não tem informações boas para dar nem aos anunciantes, pois a última circulação informada foi desta data, há um ano e dois meses atrás. Desde então preferem esconder o número atualizado.



Vale a pena ler também "Como os jornalões conseguiram estragar um Natal surpreendente", do Luis Nassif.

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